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Artigo do Dia!

Construção, (des)construção. Operário-livre? “Operário”: trabalhador ou artífice que, mediante salário, exerce uma ocupação manual. “Pedreiro”: operário que trabalha em obras de pedra, cimento e cal.”Construção”: ato ou efeito de construir. Edificação. “Construir”: dar estrutura a; edificar. Formar, conceber; elaborar.“Constructo”: aquilo que é elaborado ou sintetizado com base em dados simples; conceito. “Livre”: que é senhor de si e de suas obrigações; dotado do poder de escolha; que não está sob o jugo de outrem.

Pedreiro-livre:maçom. Do latim, sculptores lapidum liberorum. Durante o período medieval, a palavra "livre" foi prefixada ao nome "pedreiro", formando a expressão "pedreiro-livre”. Em inglês, ,freemason; em francês, franc-mason; em alemão, freimaurer. Livre, porque tinha conhecimentos e técnicas não encontradas em poder dos outros artesãos; era muito mais trabalhador livre do que servo. Os pedreiros-livres construíram a maior parte das catedrais góticas e outros prédios públicos na Europa continental e na Grã-Bretanha.

Liberdade não é mais uma velha calça jeans desbotada. Terá sido um dia? Se nem os hippies velhos de guerra (algumas expressões populares são tão paradoxais!) eram livres, que dizer dos pedreiros?

O tema do operário da construção civil é uma constante na música popular brasileira. Menos comumente aparece na literatura ou no teatro. Neste último, é memorável a repercussão que teve o monólogo “Muro de arrimo”, de Carlos Queiroz Telles – interpretado por Antônio Fagundes e encenado por Antônio Abujamra. –, cuja ação se passa duas horas antes do jogo de futebol em que o Brasil é eliminado pela Holanda na Copa do Mundo, na Alemanha, em 1974. Segundo o autor, a idéia inicial surgiu de uma notícia de jornal: “No dia 28 de julho de 1974, jornais de São Paulo noticiaram a morte do pedreiro José Ribeiro, 35 anos, morador em Guarulhos. Tuberculoso, José morreu embrulhado numa bandeira brasileira, manchada de sangue, poucos dias depois de a seleção brasileira ter sido eliminada na Copa do Mundo”.

Lucas, a personagem da peça, está fazendo um muro no alto de um prédio em São Paulo. Atento ao trabalho interminável, ouve seu radinho/tijolo, acompanha o jogo. O muro, amontoado de tijolos, está sendo construído. Seu pedreiro, nada livre, desconstruído. José/Lucas revela seus sonhos e infortúnios e, assim como milhares de outros “construtores”, ilude-se com falso brado de “Pra frente, Brasill!” Não será um jogo de futebol, porém, que mudará o curso da história recente do país. O futebol é uma tábua de salvação, assim como o andaime é (seria?}, no caso de a corda arrebentar. Curioso que o operário que fica na corda bamba seja denominado, na construção civil, “ cordeiro”...

Teixeirinha, compositor gaúcho, entrou nesse clima de euforia, em “A vida de operário”: “ No outro dia é o mesmo/ Lá vai ele sorridente/ Pegado na construção/ Levando o Brasil pra frente/ Se não fosse o operário/ Não existia grandeza/ O nosso Brasil não era/ Um gigante de riquezas/ Que Deus não deixe, operário!/ Faltar pão na sua mesa!”

Difícil imaginar um pedreiro (desdentado?) sorridente às quatro horas da manhã...

Da importância do pedreiro para a edificação do país ninguém duvida, mas andamos fracos da memória. Alguns compositores insistem em reativá-la. Não que a denúncia vá mudar muita coisa; fica, porém, registrada em ata. É o caso de Zé Geraldo, em “Cidadão”: “Tá vendo aquele edifício, moço?/ Ajudei a levantar/ Foi um tempo de aflição/ Eram quatro condução/ Duas pra ir, duas pra voltar/ Hoje depois dele pronto/ Olho pra cima e fico tonto/ Mas me chega um cidadão/ E me diz desconfiado, / tu tá aí admirado/ Ou tá querendo roubar?/ Meu domingo tá perdido/ Vou pra casa entristecido/ Dá vontade de beber/ E pra aumentar o meu tédio/ Eu nem posso olhar pro prédio/ Que eu ajudei a fazer.”

No criativo mote de “Pedro Pedreiro”, de Chico Buarque, o artesão, Pedro, é construído da matéria de sua arte, as pedras. E o “P” maísculo, no sobrenome, nos permitiria a licença morfológica de considerá-lo nome próprio, de família: “Esperando, esperando, esperando, esperando o sol/ Esperando um filho pra esperar também”. Pedreiro de ofício e sobrenome. Pedra arraigada no sangue. Amanhã será outro dia? Difícil:”” Pedro pedreiro pedreiro esperando o trem/ Que já vem, que já vem, que já vem, que já vem...”

Um pedreiro espera, na “gare”, os trens que não virão, fica a ver navios. E um outro (na “Construção” dos prédios de Buarque) fica à deriva: “Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago/ Dançou e gargalhou como se ouvisse música/ E tropeçou no céu como se fosse um bêbado/ E flutuou no ar como se fosse um pássaro/ E se acabou no chão feito um pacote flácido/ Agonizou no meio do passeio público/ Morreu na contramão atrapalhando o tráfego”.

Vinicius de Moraes, que de Poetinha não tinha nada, constrói seu operário em “O operário em construção”. Há toda uma alegoria em que a epígrafe é retomada no desenrolar do poema: “E o Diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o Diabo:/ – Dar-te-ei todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue e dou-o a quem quero; portanto, se tu me adorares, tudo será teu./ E Jesus, respondendo, disse-lhe:/
– Vai-te, Satanás; porque está escrito: adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás. (Lucas, cap. V, vs. 5-8). No clímax da narração poética, o Patrão/Satanás também tenta seduzir o Operário/Jesus: “– Dar-te-ei todo esse poder/ E a sua satisfação/ Porque a mim me foi entregue/ E dou-o a quem bem quiser./ Dou-te tempo de lazer/ Dou-te tempo de mulher./ Portanto, tudo o que vês/ Será teu se me adorares/ E, ainda mais, se abandonares/ O que te faz dizer não.”

Convicto, “O operário disse: Não!/ E o operário fez-se forte/ na sua resolução.”

Este pedreiro não morreu na contramão, conseguiu seguir a mão certa, que lhe garantiu a vida. Não foi um processo rápido, amadureceu à medida que empilhava tijolos e construía paredes:” Mas ele desconhecia/ Esse fato extraordinário:/ Que o operário faz a coisa/ E a coisa faz o operário./ De forma que, certo dia/ À mesa, ao cortar o pão/ O operário foi tomado/ De uma súbita emoção/ Ao constatar assombrado/ Que tudo naquela mesa/ – Garrafa, prato, facão – / Era ele quem os fazia / Ele, um humilde operário, / Um operário em construção. / Olhou em torno: gamela / Banco, enxerga, caldeirão / Vidro, parede, janela / Casa, cidade, nação! / Tudo, tudo o que existia / Era ele quem o fazia / Ele, um humilde operário / Um operário que sabia / Exercer a profissão”.

O processo de dupla mão mantém embrutecedores os brutos “pedra, cimento e cal”. .”Descoisifica”, entretanto, o pedreiro, deixando-o mais livre, na conclusão do poema: “Uma esperança sincera/ Cresceu no seu coração/ E dentro da tarde mansa/ Agigantou-se a razão/ De um homem pobre e esquecido/ Razão porém que fizera/ Em operário construído/ O operário em construção”.

Mais uma vez a velha gramática normativa serve para fundamentar a “trans-form-ação”. Já no título do poema, “O operário em construção”, há ambigüidade na expressão “em construção”: pode ser entendida como adjunto adverbial de lugar, “na construção”, e como epíteto de “operário” “que se está construindo”. O artigo definido “o” individualiza, define o pedreiro em questão, ao mesmo tempo em que ele também representa todos os operários que entrarem no processo de “em construção”. Nos últimos versos, o uso do particípio “construído”, na voz passiva, altera uma trajetória de vida. Aquele que numa primeira etapa tinha sido construído pelos outros, num segundo momento estava em construção, construindo-se e finalmente já se construiu, finalizou sua edificação. De sujeito paciente, objeto da história (é bom recordar que, na voz ativa, ele seria objeto direto, “Construíram o operário”), passa a ser agente da própria história. Individual, na primeira descoberta; social, depois:” E um fato novo se viu/ Que a todos admirava:/ O que o operário dizia/ Outro operário escutava.”

O processo de divulgador da nova ordem – mundial? – dá-se a partir de uma descoberta: “Não sabia, por exemplo/ Que a casa de um homem é um templo/ Um templo sem religião/ Como tampouco sabia/ Que a casa que ele fazia/ Sendo a sua liberdade/ Era a sua escravidão.(...}E como tudo que cresce/ Ele não cresceu em vão/ Pois além do que sabia/ – Exercer a profissão –/ O operário adquiriu/ Uma nova dimensão:/ A dimensão da poesia”. A poesia-libertação lhe permite reassumir a velha função medieval de artesão dono de seu próprio nariz, de pedreiro-livre, livre como o pedreirinho joão-de-barro, que constrói sua própria casa, para ele mesmo morar. Poderá, enfim, exercer a cidadania, tão perdida na não liberdade.

No Norte/Nordeste, o operário pelo menos era dono de sua terrinha, ao contrário das novas terras que “descobre” em outras plagas. Era cidadão; hoje, transformam-no -no em coisa. Como enfatiza Zé Geraldo: “ Fui eu quem criou a terra/ Enchi o rio fiz a serra/ Não deixei nada faltar/ Hoje o homem criou asas/ E na maioria das casas/ Eu também não posso entrar”.

“Criou asas” porque os proprietários querem edifícios altos? A ambição pelas alturas de cimento só não favorece o que está acostumado com a terra. “E tropeçou no céu como se fosse um bêbado/ E flutuou no ar como se fosse um pássaro/ E se acabou no chão feito um pacote flácido/ Agonizou no meio do passeio público/ Morreu na contramão atrapalhando o tráfego”.

Longe de nós querermos fazer qualquer proselitismo, todavia os maçons, pedreiros-livres, acabaram inspirando nossas elocubrações. De corporações que reuniam trabalhadores manuais passaram a constituir grupos pensantes. Do concreto ao abstrato. Da construção exclusivamente edificação de prédios ( os arquitetos ainda não se tinham encontrado realmente como desenhistas do desenho, mágico ou não) ao conceito: constructo.

“Uma esperança sincera/ Cresceu no seu coração/ E dentro da tarde mansa/ Agigantou-se a razão/ De um homem pobre e esquecido/ Razão porém que fizera/ Em operário construído/ O operário em construção.”

Fonte: http://www.clubemundo.com.br/

Posted by Nino 02:50 0 comentários  



Frase do dia!

Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, ou por sua origem, ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se elas aprendem a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta

Autor: Nelson Mandela

Posted by Nino 06:44 0 comentários  



Aprenda essa!

O Idiota

Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia.

Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas.

Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas:

- uma grande de 400 réis e outra menor, de 2000 réis.

Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.

Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.

- Eu sei, respondeu, não sou tão tolo assim. Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda!

Pode-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa.

A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.

A segunda: Quais eram os verdadeiros babacas da história?

Terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.

Mas a conclusão mais interessante é: A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito.

Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, o que realmente somos.

O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente.

Posted by Nino 18:47 1 comentários  



As dez mais do dia 23 e 24 de fevereiro

1. Brasil-Argentina/Energia - Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Argentina, Cristina Kirchner, assinaram pacto de cooperação nuclear. O acordo prevê a criação de uma empresa binacional de enriquecimento de urânio. O Brasil já domina essa tecnologia, mas a Argentina, não. Os dois países repelem qualquer intenção bélica. Mas os EUA reclamam que o Brasil não assinou um protocolo internacional que permite inspeção nas instalações nucleares sem aviso prévio. Na Folha.


2. PSDB/Investigação - A Polícia Federal, noticia a Folha, vai investigar uma empresa que emitiu notas para a campanha do hoje governador José Serra à Presidência em 2002. Auditores da Receita Federal afirmam que a empresa nunca existiu de fato e faria parte de um esquema para lavagem de dinheiro. A empresa, de publicidade, segundo a Receita, nunca recolheu tributos e nem mesmo está registrada na Junta Comercial. O PSDB nega. 3. Paulo Maluf – Paulipetro. O ex-governador de São Paulo vai tentar anular a decisão que o condenou a ressarcir os cofres públicos em R$ 716 milhões, em razão do dinheiro desperdiçado no projeto da Paulipetro – nos anos 80, o então governador criou uma companhia para procurar petróleo no sudoeste do Estado, e achou apenas pequenas reservas de gás. No Estado.



4. Brasil/Investigação - A Polícia Federal flagrou deputados de Alagoas exigindo parcelas de um suposto esquema criminoso que desviou cerca de R$ 280 milhões da Assembléia Legislativa e da União entre 2001 e 2007. As gravações feitas pela PF mostra um deputado dizendo “Quero meu dinheiro e sem desconto porque isso é dinheiro roubado.” Dez deputados alagoanos estão indiciados sob a acusação de desvio de dinheiro público. Na Folha.


5. Brasil/Emigração - A Folha noticia que o Brasil é o país que tem mais cidadãos barrados ao tentar entrar no Reino Unido (Grã-Bretanha mais Irlanda do Norte). Os brasileiros representam 16,1% dos deportados em 2005 e 14,5% em 2006. Diplomatas do Brasil atribuem parcialmente esses índices ao fato de que não se pede visto de turista para brasileiros.6. Economia – Importações. Desde dezembro as importações passaram a crescer num ritmo mais forte, informa o Estadão. No período anterior, apontava-se um aumento das importações de 30% a 40% sobre o mesmo mês do ano anterior. A partir de dezembro, esse índice passou a se aproximar de 50%. A razão é a queda do dólar, que chegou ao seu menor valor nominal desde 1999 e ao menor valor desde antes do Plano Real, em julho de 1994. Uma novidade é o alto grau de importação de máquinas e equipamentos, o que indica mais investimentos pelas empresas.


7. Saúde pública/Rio de Janeiro - O governo do Rio de Janeiro enviou à Assembléia Legislativa um projeto que de lei que autoriza os agentes de saúde a entrarem à força nos imóveis cujos donos não permitem vistorias para o controle da dengue. Segundo o Globo, o projeto atingirá também os imóveis fechados. A justificativa é que na cidade do Rio de Janeiro, os agentes de saúde não conseguiram vistoriar 40% dos imóveis. E os casos de dengue não param de subir. Nas cinco primeiras semanas do ano, houve 8.496 casos da doença, 117% a mais que o mesmo período de 2007.



8. EUA x Cuba - A revista The Economist mostra que, com a saída de Fidel Castro do poder, já está em andamento um movimento para que os EUA mudem sua política em relação à ilha. Mais de cem entre 300 deputados norte-americanos assinaram um documento pedindo o abrandamento do embargo econômico na ilha. Muitas empresas apóiam esta medida, para tentar se beneficiar do comércio com Cuba – seguindo o exemplo do setor de alimentos, que exporta quase 400 milhões anuais para o país comunista. A revista analisa também quais são as chances de a política do país mudar dependendo de quem for o próximo presidente, John McCain, Barack Obama ou Hillary Clinton.


9. França/Sarkozy - O presidente francês, Nicolas Sarkozy, em queda de popularidade pouco antes das eleições municipais do país, envolveu-se ontem em mais um episódio desagradável. Quando caminhava por uma feira de produtos agrícolas e ia apertando a mão de eleitores, foi repelido por um homem que lhe pediu que não o tocasse. Irritado, Sarkozy disse-lhe: “saia já daqui, idiota”. No El País.


10. EUA/Saúde pública - O New York Times mostra que muitos norte-americanos se recusam a fazer testes de DNA para saber se têm algum tipo de predisposição genética a certas doenças por medo de não conseguirem empregos ou de não serem atendidos por planos de saúde, caso eles descubram essas informações. Outros fazem o teste, mas escondem os resultados. Em conseqüência, têm mais dificuldade em convencer os médicos a pedirem certos exames. Por causa dessa estratégia, muitos pacientes detectam certas doenças num estágio muito mais avançado do que a tecnologia permite. A questão fundamental é quem deve pagar a conta no caso de alguém ter uma doença genética, a própria pessoa, o que pode se tornar um peso insuportável para ela, ou toda a sociedade, obrigando muitos a pagarem por um problema que não têm.


Eu vi no site "O filtro"

Posted by Nino 18:15 0 comentários  



Cartão Corporativo Visa Companheiro!

“Existem pouquíssimas coisas que o dinheiro não pode comprar.

Para todo o resto existe o cartão corporativo Visa Companheiro!”

Posted by Nino 17:06 1 comentários  



Pra pensar!

DEFICIÊNCIAS

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive.

"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.

"A amizade é um amor que nunca morre".

Autor: Mário Quintana (escritor gaúcho * 30/07/1906 - + 05/05/1994)

Vi lá no http://ligeirinhorj.blogspot.com/

Posted by Nino 16:43 1 comentários  



A cidade mais verde do mundo!

A WWF e o governo de Abu Dhabi – Emirados Árabes – lançaram na última segunda-feira os planos e estratégias para inaugurar a cidade mais verde do mundo, que se chamará Masdar City, que significa “A cidade fonte” em árabe.



O projeto foi concebido por Foster & Associados e a cidade comportará cerca de 50.000 mil habitantes, com inauguração prevista para 2009. As normas e metas são bastante rígidas e seguem rigorosas políticas sustentáveis e ecologicamente corretas.


Entre as metas, está o carbono zero, zero de resíduos e a não existência de carros. A eletricidade será gerada por painéis fotovoltaicos, a água será fornecida através de processos de dessalinização e o paisagismo será feito com água residuais produzidas pela cidade.



O projeto tem o propósito de se tornar modelo e provar que a vida sustentável é possível e não precisa de nenhuma abdicação de luxo ou conforto.



A construção deve começar em junho desse ano, com alto padrão de desenvolvimento urbano, design, tecnologia e, claro, muito verde. A maioria das ruas da cidade, por exemplo, terão apenas 3 metros de largura e 70 de comprimento para facilitar a passagem do ar e incentivar a caminhada.


O programa é baseado em 10 princípios de sustentabilidade. Segundo seus idealizadores, Masdar City vai atender e superar cada um deles até 2012, quando a cidade estará completamente construída e funcionando exatamente como eles imaginam.


Princípios:

• 100% da energia fornecida virá de fontes renováveis.

• 99% dos resíduos serão reutilizados, reaproveitados ou usados de maneira ecologicamente correta.

• Sem emissão de carbono, o transporte da cidade será inteiramente público.

• Só será usado material ecologicamente correto, como recicláveis e materiais certificados.


• Apenas alimentos biológicos e orgânicos farão parte do cardápio de Masdar City.

• Consumo de água será reduzido em 50% da média mundial. Todas as águas residuais serão reaproveitadas e reutilizadas.

• Preocupação e cuidado com as espécies (fauna e flora) locais.

• Arquitetura integrará os valores locais.

• Bons salários e condições de trabalho para todos, conforme definido pelas normas internacionais do trabalho.

• Investimentos na qualidade de vida e eventos para todos os tipos de habitantes.


Se tivesse oportunidade, você se mudaria pra lá? Alguém aí sabe como se candidatar?

Posted by Nino 15:54 3 comentários